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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

É Agridoce

Este vício que sei fazer-me mal mas mesmo assim não o quero largar. 
Por um lado, sinto-me no melhor dos mundos sob efeito desta droga humana, com uma sensação de bem estar única, perante a sua presença, que me invande o corpo e me deixa numa leveza de alma colossal. Por outro, é uma vazio enorme, uma ressaca brutal quando acaba o seu efeito, quando a consciência volta a ser total propriedade minha e a realidade se mostra tal como ela é! Nua e crua, sem rodeios ou artifícios que possam de algum modo minimizar os seus efeitos.
Porquê esta necessidade de te consumir sem verdadeiramente te ter? 

....

....


Não sei



Mas se é amarga a consciência de não ter é, também, doce a alucinação de sentir...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O princípio de um fim

A vida é carregada de inícios, é um facto! O início do dia, da hora, de uma vida, de uma amizade, de um amor, o início de todas as coisas. E em todos os inícios há um medo/receio do desconhecido, do que pode surgir dali e avança-se para o desconhecido na incerteza do seu desenrolar. Mas, quando é um bom início vale o risco de seguir em frente!
Depois... depois, vem o meio das coisas onde tudo é bom mesmo as pequenas chatices, são aquelas que nos fazem rir anos mais tarde, como é bom rir! Nesse meio, dá-se a verdadeira descoberta das coisas, das pessoas. É quando se conhece verdadeiramente o outro e se gosta do que se conhece. É o período da "virtude".
Por fim, surge o fim das coisas, da vida, dos amores, das amizades, do dia...
Mesmo que todos eles pareçam inabaláveis! Se por um lado alguns fins chegam e parece que nem os sentimos, são simplesmente o resultado do avançar do tempo e difundem-se juntamente com ele. Por outro, lado, outros fins deixam-nos mais sensíveis, mais atentos e vemos  mesmo a chegar, sentimos. Os sinais são mais que evidentes, o desinteresse pelas coisas é claro, é um fim transparente mas que não doí menos por isso, pelo contrario, a clareza de ser inevitável torna-o ainda mais doloroso, mais consciente. O facto de saber que nada se pode fazer para contrariar esse fim, em nada ajuda a amenizar essa ferida sem mácula. É, como dizia o poeta, uma ferida que doí e que não se sente mas que deixa cicatrizes invisíveis.
Há fins inevitáveis, mas que eram de todo dispensáveis.
Ainda que ao longe, consigo daqui ver mais um fim...


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Querido Pai Natal...



Querido Pai Natal,

Sei que já sou crescidinha para acreditar na tua existência sei, também, que isto de escrever cartas ao Pai Natal é coisa de crianças, que inocentemente acreditam na tua existência e acham que és tu quem lhes deixa as prendinhas debaixo da árvore de Natal, sim eu sei isso tudo! Não preciso de um raspanete nem de um puxão de orelhas.
Mas, mesmo sabendo de toda a ficção à tua volta resolvi, este ano, escrever uma cartinha ao querido senhor das barbas brancas, se calhar numa tentativa de me agarrar a uma ilusão, não sei.
Como qualquer carta a ti dirigida, esta também segue com os meus pedidos para este Natal e não, não vou pelo cliché de pedir a paz no mundo, que a fome acabe, que haja saúde para dar e vender, nada disso. Apesar de ser também um dos meus desejos, mas que infelizmente não é assim tão fácil de realizar!
Então o que é, concretamente, o meu pedido para este Natal!
O meu pedido de Natal é, somente, que a minha vida vire assim de pernas para o ar, do estilo daquela música "apenas tenho que virar, a minha vida de pernas p'ró ar", sabes qual é? (segue lá o link e vês que música é!). É mesmo disso que preciso, URGENTEMENTE! Qualquer um/a, no meu lugar, apenas te pedia que lhes mantivesses a vidinha que tem sem grande alterações que até não é das piores (tendo em conta a atualidade), confesso! Mas eu quero mesmo uma mudança radical, uma volta de 180º que me desse um abanão à maneira, daqueles que demoramos a cair na realidade à nossa volta. Pode parecer um bocadinho loucura ou um desafio ao destino, mas apetece-me mesmo, mesmo, com todas as minhas forças. Apesar de reconhecer, que até tenho uma vida mais o menos confortável mas que não é, de todo, aquilo que me deixa minimamente realizada pois ter instabilidade ao nível de emprego, viver em casas dos pais e ver que sonhos que sonhei, um dia, estão a léguas de acontecer, chateia-me. Se tivesse 20 anos, até que me deixava estar quietinha no meu cantinho sem mexer um palhinha que fosse, é confortável, é o mínimo do desejável. Mas com 31 anos, o caso muda um bocadinho de figura e ter um emprego em part-time, com esta idade, viver em casa dos país, etc, etc, são daqueles "cenas" que dão a volta a mioleira de qualquer pessoa, até de alguém tão positivo como sou (para mim o copo está sempre meio cheio, mesmo que tenho um dedo de água, só. Nunca está vazio, nunca!), esta vida cansa-me, consome-me as forças, as energias.
Sinto uma falta, enorme, de ser livre, de voar, bater as asinhas e fazer o meu voo migratório, como as andorinhas o fazem no fim do verão. Preciso de bater com a cabeça, sem necessidade de outros a reconfortar-me, de saber que eu própria tenho algumas defesas para o fazer com o mínimo de segurança possível. Sair do ninho, sabendo que ele está lá para mim quando me apetecer repousar por um bocadinho.
Como eu costumo dizer sopa, pão e água nunca me faltam à mesa, é verdade! Mas neste momento tenho necessidade de comprar o meu pão e come-lo simples sem nada acompanhar, sem sopa nem água, seco, mas comprado por mim.
Báh, querido Pai Natal, ou Sr. das Barbas Brancas se ainda te sobrar um tempinho, na tua fábrica de brinquedos, e possas ler esta minha carta com atenção vê lá se me deixas procurar o pequeno T2 para eu morar (como diz o rapaz jeitoso da música que te falei.)

Com todo carinho,
desta que te escreve.
S.S.


domingo, 10 de novembro de 2013

E porque Veloso (não) canta assim...

É por entre o silêncio da noite que nos encontramos, mesmo que seja um encontro fora do habitual mas é um encontro, como quem vai tomar um café a dois e que só é possível com alguma imaginação à mistura, claro!
Não sonho acordada, não, porque sei o quanto é necessário ver a realidade e distinguir as coisas entre si, mesmo que às vezes se forme uma linha muito ténue entre o real e o imaginário.
Lembro de no passado ser tudo um pouco estranho, para mim, confuso e sem sentido algum, mas, que mesmo assim não quis parar por ali e embarquei nesta aventura até ao presente! Um presente, que me mexe com as emoções e os sentimentos descubro-o de dia para dia, um pouco mais a cada dia e talvez por isso não quero, de todo, imaginar o futuro, não sei se pelo medo do impossível ser tão real se pela incerteza do que a vida nos reserva, não me permito a tal "sonho" e é só! 
Solto-me de forma mais o menos segura, embora nem sempre assertiva, mas é genuína, transparente, sem necessidade de cola, sem imposição. E até que nem me sinto nada sozinha pois, ainda que em surdina, deixaste escapar que também te sentes um bocadinho assim...
Não há sentimento de posse, aqui ninguém é dono de nada nem de ninguém, acho que até os pensamentos são assim mesmo, falam por eles próprios sem travão e sem freio para os segurar.
Ainda que a brincar há uma troca carinhosa de galhardetes, de forma constante e engraçada até e, agora sim, vou plagiar Caetano sem retirar virgulas e sentidos (Eu tenho os meus desejos e planos secretos; Só abro pra você mais ninguém), porque é assim mesmo que acontece, ainda que disfarçados claro!
Já questionei algumas vezes, porque é que desapareces e parece que te esqueces de mim, mas já mo "confessaste" e já o sei, não questiono mais!
Gostava que não surgisse interesse, nem que alguém me ganhasse "a corrida", mas não vou dizer isso porque não o posso nem o quero fazer.
Quando há estima e gosto, há de facto um trato diferente e às vezes, deixamos que isso se solte, assim, da boca para fora.
Não, não me enganas nem nunca o fizeste, nunca! Sei-o bem! Sinto a sinceridade da tua parte e talvez por isso não questione nada, a nossa maturidade permite-nos que um e outra tenha este modo de agir. Mesmo sem saber onde estás, agora, deixo-te este meu pensamento aqui!

Acredita, a epígrafe foste tu que a trouxeste...

Veloso sabe cantar!