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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Tic, Tac. Tic, Tac.

Querida R.
Não sei se sabes do quão és importante na vida de um mundo de pessoas, não no mundo inteiro, mas naquelas que vão fazer parte do teu mundo. Hoje, todos estão à espera que chores pela primeira vez e que mostres esse rosto que todos tentam adivinhar, desde que a tua mãe declarou que vinhas à caminho.
Ainda me lembro do dia em que, enquanto explicava uma manobra de massagem à tua mãe e lhe passava a mão na barriga, e desconfiei que tu já estavas ali. Não sei explicar porquê, mas parece que te senti, não sei! Só sei que desde ai, passaste a ser parte dos meus. Ainda não sabes, mas um dia saberás, que cá em casa há sempre lugar para mais uma criança e como tal também haverá um lugar para ti, sempre que queiras e a tua mãe te deixe vir até cá.
Eu serei aquela prima da tua mãe que é chata e te está sempre a dar muitos beijinhos nas bochechas, vais reconhecer facilmente. Vais ver!
Espero que tenhas ouvido o recado que mandei pela tua mãe, para ti. Dizia-te para te portares bem e não arreliares a tua mãe que já te espera há muitos dias e que está ansiosa por te ter no colo, disse-te também que és buéda importante na vida de muita gente, pois se não fosses não estavam todos as espera de te ouvir chorar.
Espero que hoje, ainda, seja o teu dia. Mas se for só amanhã ninguém te vai ralhar por isso, o que importa é que decidas que tem mesmo que ser, que mostres já a força do nome que a tua mãe escolheu para ti. 
R. aqui te esperamos pacientemente certos de que serás o bebé mais lindo que hoje/amanhã nasce (e só não digo o mais lindo da família, porque sabes que para mim são todos os mais bonitos que podem haver)
Não te apresses, mas vê lá se te vais despachando, é que este som do tic-tac do relógio é uma coisa para dar nos nervos de qualquer um/a.
Beijinhos da prima chata que te vai espetar muitas beijocas nas bochechas, às vezes é duro mas tem mesmo que ser.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Querido Pai Natal...



Querido Pai Natal,

Sei que já sou crescidinha para acreditar na tua existência sei, também, que isto de escrever cartas ao Pai Natal é coisa de crianças, que inocentemente acreditam na tua existência e acham que és tu quem lhes deixa as prendinhas debaixo da árvore de Natal, sim eu sei isso tudo! Não preciso de um raspanete nem de um puxão de orelhas.
Mas, mesmo sabendo de toda a ficção à tua volta resolvi, este ano, escrever uma cartinha ao querido senhor das barbas brancas, se calhar numa tentativa de me agarrar a uma ilusão, não sei.
Como qualquer carta a ti dirigida, esta também segue com os meus pedidos para este Natal e não, não vou pelo cliché de pedir a paz no mundo, que a fome acabe, que haja saúde para dar e vender, nada disso. Apesar de ser também um dos meus desejos, mas que infelizmente não é assim tão fácil de realizar!
Então o que é, concretamente, o meu pedido para este Natal!
O meu pedido de Natal é, somente, que a minha vida vire assim de pernas para o ar, do estilo daquela música "apenas tenho que virar, a minha vida de pernas p'ró ar", sabes qual é? (segue lá o link e vês que música é!). É mesmo disso que preciso, URGENTEMENTE! Qualquer um/a, no meu lugar, apenas te pedia que lhes mantivesses a vidinha que tem sem grande alterações que até não é das piores (tendo em conta a atualidade), confesso! Mas eu quero mesmo uma mudança radical, uma volta de 180º que me desse um abanão à maneira, daqueles que demoramos a cair na realidade à nossa volta. Pode parecer um bocadinho loucura ou um desafio ao destino, mas apetece-me mesmo, mesmo, com todas as minhas forças. Apesar de reconhecer, que até tenho uma vida mais o menos confortável mas que não é, de todo, aquilo que me deixa minimamente realizada pois ter instabilidade ao nível de emprego, viver em casas dos pais e ver que sonhos que sonhei, um dia, estão a léguas de acontecer, chateia-me. Se tivesse 20 anos, até que me deixava estar quietinha no meu cantinho sem mexer um palhinha que fosse, é confortável, é o mínimo do desejável. Mas com 31 anos, o caso muda um bocadinho de figura e ter um emprego em part-time, com esta idade, viver em casa dos país, etc, etc, são daqueles "cenas" que dão a volta a mioleira de qualquer pessoa, até de alguém tão positivo como sou (para mim o copo está sempre meio cheio, mesmo que tenho um dedo de água, só. Nunca está vazio, nunca!), esta vida cansa-me, consome-me as forças, as energias.
Sinto uma falta, enorme, de ser livre, de voar, bater as asinhas e fazer o meu voo migratório, como as andorinhas o fazem no fim do verão. Preciso de bater com a cabeça, sem necessidade de outros a reconfortar-me, de saber que eu própria tenho algumas defesas para o fazer com o mínimo de segurança possível. Sair do ninho, sabendo que ele está lá para mim quando me apetecer repousar por um bocadinho.
Como eu costumo dizer sopa, pão e água nunca me faltam à mesa, é verdade! Mas neste momento tenho necessidade de comprar o meu pão e come-lo simples sem nada acompanhar, sem sopa nem água, seco, mas comprado por mim.
Báh, querido Pai Natal, ou Sr. das Barbas Brancas se ainda te sobrar um tempinho, na tua fábrica de brinquedos, e possas ler esta minha carta com atenção vê lá se me deixas procurar o pequeno T2 para eu morar (como diz o rapaz jeitoso da música que te falei.)

Com todo carinho,
desta que te escreve.
S.S.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dia carregado de emoções, ou (re)encontro, ou ainda, como naquela altura!

O nome deste post poderia ser tanta coisa, mas...

7h30 e o despertador ditou que eram horas de acordar, como naquela altura, tudo se preparou como era hábito, pequeno almoço, duche, maquilhagem, café, tal como naquela altura. O piloto automático é fascinante mesmo, parece que adivinha!
Mas seguindo rumo ao sítio de sempre, onde durante cinco anos vivemos muito das nossas vidas (às vezes passávamos mais tempo lá que na nossa própria casa) segui caminho. Pelo caminho a nostalgia ia-se apoderando de mim, mesmo que já tenha feito o mesmo percurso diversas vezes, mas sem a mesma intenção de hoje, e não seja inundada deste sentimento, hoje era realmente diferente!
Cheguei, primeiro, e fui percorrendo os cantos à casa, numa espécie de regresso a casa depois das férias, ver o que mudou, o que está igual e, incrível, há coisas que não mudam. Muitas caras novas, é certo, mas as caras de sempre estavam lá, as caras do bar (as simpáticas e as menos simpáticas) estavam lá todas, professores que se cruzavam connosco no corredor, até senhora do corredor do piso 1, também estava lá! 
Nesta altura a nostalgia já estava para lá de qualquer coisa, como é possível terem passado dois anos e haver tanta coisa igual? 
Depois da (re)visão pela casa, chegou a companhia para o dia todo, tal como nos cinco anos que vivemos lá, uma companhia diária. Sempre presentes nos momentos todos sem excepção, desde o primeiro dia, da primeira aula! Pelo caminho alguns seguiram outros rumos, outros juntaram-se a nós, outros ainda tiveram uma passagem curta, mas nós, nós estivemos sempre lá as duas. E é incrível ver que foi como se ainda ontem tivéssemos ido ali ao café conversar um pouco e hoje lá tinhamos voltado ao mesmo de sempre foi desde a maluqueira que nos é tão habitual, o nosso pequeno "tricot", as gargalhadas, às gralhas que não se calam, tudo!
São momentos como estes que me fazem lembrar porque é que um dia escrevi Cassula no meu telemóvel, porque foste, és e continuarás a ser a minha Cassula (o nome ainda se mantém o mesmo no telemóvel).

Há pessoas que brindam com champanhe nos seus (re)encontros, nós fizemo-lo com Pavê (sim porque nem mesmo ele quis faltar ao encontro). Até nisso somos tão nós!



Adoro-te miúda!