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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Só se for genuíno

Quero tudo! Sim quero tudo para mim.
Mereço-o, eu sei que sim.
Mas quero tudo, apenas, se for verdadeiro, sincero, genuíno.
Mesmo a querer tudo, não quero tudo por mendigar.
A mim nada menos que tudo...

domingo, 14 de junho de 2015

Não há meio de eu aprender...

Sou pessoa que sofro, sempre, por antecedência mesmo quando não há razões fortes para isso! 
Depois de duas semanas de "férias" no norte e a dois dias de voltar ao ritmo da vida a sul/centro, já estou aqui com um nó na garganta e um friosinho na barriga, mesmo que esta minha ida para o centro/sul seja, à partida, apenas por seis semanas apenas! 
É por pouco tempo, eu sei. Mas nem por isso me custa menos deixar os meus, deixar aqueles que amo e seguir para o ritmo de vida que tenho vivido nestes últimos seis meses.
Porque raio tem que ser assim??? 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Quem és tu (eu)?

Que só te apetece ficar sossegadinha, quieta no teu canto sem ouvir muita gente, sem barulho, sem nada!
O quê?

Que até ficavas todos dia enfiada na cama, com os lençóis a cobrirem-te a cabeça só para não veres nada!
Como?

Que precisas que alguém te puxe pelos cabelos e te agarre as orelhas para sair de casa e te divertires!
Oi?

Que ficas com olhos cheios de água por tudo e coisa nenhuma, até mesmo se ouves alguém na televisão dizer que matou uma barata!
Que porcaria merda é esta páh?

Que vê o buraco do donuts quando até agora comia-o e nem percebia a existência de um buraco!
Estás bonita, estás!

Que está desesperançosa com a vida, com o futuro, com tudo!
Pirou de vez, só pode!
 
Que arrasta o mau-humor matinal até à hora de dormir!
E agora, queres que te passe a mão no pêlo e te diga que és coitadinha?




Quem és tu (eu)? Saí desse corpo já! 
E faz-te à vida, antes que leves dois chapos na cara a ver se acordas, sim?!




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Recordar e (re)viver

Hoje recordei e (re)vivi!
Vivi momentos que ficaram lá trás e me trouxeram todos os momentos de riso, sentimento e até de algumas lágrimas. Revivi-os a todos como se estivessem acontecer aqui e agora. E doeu! Doeu por ver que tudo ficou lá trás, noutro tempo, noutro espaço e noutra forma de ser/estar. Tudo ficou apenas na memória, na minha memória, talvez. Custa-me ver que o fim chegou, tal como previ. Não doí menos por isso, pelo contrário, a dor é mais consciente, mais presente. 
Sei que pouco ou nada fiz para o impedir, mas também sei que pouco ou nada estava ao meu alcance para o fazer. Deixei que a vida tomasse conta do leme e que levasse o barco a bom porto, tudo se desenrolou como tinha que ser. Não fico zangada por ser assim, apenas fico triste e lamento que assim aconteça. Deixo que mais uma vez a vida se encarregue de me trazer até mim aqueles que me pertencem e se fores um/a dos meus a vida traz-te de volta certamente. 
Eu, aqui estarei e em silêncio aceitarei o que a vida me reserva.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O princípio de um fim

A vida é carregada de inícios, é um facto! O início do dia, da hora, de uma vida, de uma amizade, de um amor, o início de todas as coisas. E em todos os inícios há um medo/receio do desconhecido, do que pode surgir dali e avança-se para o desconhecido na incerteza do seu desenrolar. Mas, quando é um bom início vale o risco de seguir em frente!
Depois... depois, vem o meio das coisas onde tudo é bom mesmo as pequenas chatices, são aquelas que nos fazem rir anos mais tarde, como é bom rir! Nesse meio, dá-se a verdadeira descoberta das coisas, das pessoas. É quando se conhece verdadeiramente o outro e se gosta do que se conhece. É o período da "virtude".
Por fim, surge o fim das coisas, da vida, dos amores, das amizades, do dia...
Mesmo que todos eles pareçam inabaláveis! Se por um lado alguns fins chegam e parece que nem os sentimos, são simplesmente o resultado do avançar do tempo e difundem-se juntamente com ele. Por outro, lado, outros fins deixam-nos mais sensíveis, mais atentos e vemos  mesmo a chegar, sentimos. Os sinais são mais que evidentes, o desinteresse pelas coisas é claro, é um fim transparente mas que não doí menos por isso, pelo contrario, a clareza de ser inevitável torna-o ainda mais doloroso, mais consciente. O facto de saber que nada se pode fazer para contrariar esse fim, em nada ajuda a amenizar essa ferida sem mácula. É, como dizia o poeta, uma ferida que doí e que não se sente mas que deixa cicatrizes invisíveis.
Há fins inevitáveis, mas que eram de todo dispensáveis.
Ainda que ao longe, consigo daqui ver mais um fim...


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Querido Pai Natal...



Querido Pai Natal,

Sei que já sou crescidinha para acreditar na tua existência sei, também, que isto de escrever cartas ao Pai Natal é coisa de crianças, que inocentemente acreditam na tua existência e acham que és tu quem lhes deixa as prendinhas debaixo da árvore de Natal, sim eu sei isso tudo! Não preciso de um raspanete nem de um puxão de orelhas.
Mas, mesmo sabendo de toda a ficção à tua volta resolvi, este ano, escrever uma cartinha ao querido senhor das barbas brancas, se calhar numa tentativa de me agarrar a uma ilusão, não sei.
Como qualquer carta a ti dirigida, esta também segue com os meus pedidos para este Natal e não, não vou pelo cliché de pedir a paz no mundo, que a fome acabe, que haja saúde para dar e vender, nada disso. Apesar de ser também um dos meus desejos, mas que infelizmente não é assim tão fácil de realizar!
Então o que é, concretamente, o meu pedido para este Natal!
O meu pedido de Natal é, somente, que a minha vida vire assim de pernas para o ar, do estilo daquela música "apenas tenho que virar, a minha vida de pernas p'ró ar", sabes qual é? (segue lá o link e vês que música é!). É mesmo disso que preciso, URGENTEMENTE! Qualquer um/a, no meu lugar, apenas te pedia que lhes mantivesses a vidinha que tem sem grande alterações que até não é das piores (tendo em conta a atualidade), confesso! Mas eu quero mesmo uma mudança radical, uma volta de 180º que me desse um abanão à maneira, daqueles que demoramos a cair na realidade à nossa volta. Pode parecer um bocadinho loucura ou um desafio ao destino, mas apetece-me mesmo, mesmo, com todas as minhas forças. Apesar de reconhecer, que até tenho uma vida mais o menos confortável mas que não é, de todo, aquilo que me deixa minimamente realizada pois ter instabilidade ao nível de emprego, viver em casas dos pais e ver que sonhos que sonhei, um dia, estão a léguas de acontecer, chateia-me. Se tivesse 20 anos, até que me deixava estar quietinha no meu cantinho sem mexer um palhinha que fosse, é confortável, é o mínimo do desejável. Mas com 31 anos, o caso muda um bocadinho de figura e ter um emprego em part-time, com esta idade, viver em casa dos país, etc, etc, são daqueles "cenas" que dão a volta a mioleira de qualquer pessoa, até de alguém tão positivo como sou (para mim o copo está sempre meio cheio, mesmo que tenho um dedo de água, só. Nunca está vazio, nunca!), esta vida cansa-me, consome-me as forças, as energias.
Sinto uma falta, enorme, de ser livre, de voar, bater as asinhas e fazer o meu voo migratório, como as andorinhas o fazem no fim do verão. Preciso de bater com a cabeça, sem necessidade de outros a reconfortar-me, de saber que eu própria tenho algumas defesas para o fazer com o mínimo de segurança possível. Sair do ninho, sabendo que ele está lá para mim quando me apetecer repousar por um bocadinho.
Como eu costumo dizer sopa, pão e água nunca me faltam à mesa, é verdade! Mas neste momento tenho necessidade de comprar o meu pão e come-lo simples sem nada acompanhar, sem sopa nem água, seco, mas comprado por mim.
Báh, querido Pai Natal, ou Sr. das Barbas Brancas se ainda te sobrar um tempinho, na tua fábrica de brinquedos, e possas ler esta minha carta com atenção vê lá se me deixas procurar o pequeno T2 para eu morar (como diz o rapaz jeitoso da música que te falei.)

Com todo carinho,
desta que te escreve.
S.S.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Porque todos devíamos calçar os sapatos dos outros e caminhar como (e por onde) eles caminham...




Quando vocês calçarem os meus sapatos e tomarem real conhecimento de onde é que os calos me apertam mais, aí sim, ganham todo o direito de comentar o meu andar torto e desajeitado!!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Eu sei que é feio dizer isto, mas...

Sinto-me vingada interiormente.





Bem feita, bem feita. Toma, toma! Embrulha e mete ao bolso.


Às vezes faz bem à alma.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Farta disto!!!

Estou cansada,
Cansada do julgamento alheio.
Cansada daqueles que apontam o dedo sem sequer tentarem colocar-se no lugar do outro.
Farta de uma sociedade, tão puta, que julga os outros sem perceber as suas razões, os seu motivos.
Farta de pessoas que magoam os outros, só porque sim, como se lhes desse um prazer extra ver que estão a magoar alguém com os seus julgamentos.
Até quando será assim?
Até quando vou conseguir ser forte e não me deixar cair?
Sinto-me cansada!!!


E se fossem todos para o raio que os parta e a dita cuja que vos pariu??? Vão se foder, sim? Agradecida!

sábado, 21 de setembro de 2013

Um dia sonhei

Lembro-me de ter uns 10 anos (+/-) e, como muitas raparigas da minha idade, sonhava que um dia me casaria, teria filhos e um emprego, sonhava ser professora (naquela época valia a pena sonhar com esta profissão), os anos foram avançando e os sonhos forem sendo reinventados, ser professora deixou de fazer parte dos meus sonhos, perdi-me sem saber ao certo o que queria fazer da vida, acho que passei pela fazer de pensar que qualquer coisa era bem vinda, desde que dela retirasse o meu sustento, no entanto o sonho de princesa encantada com o seu príncipe continuava vivo e a pairar na minha mente, até ao dia que alguém conseguiu "roubar-me" esse pequeno sonho, deixei de acreditar que os príncipes existiam, e passei a mentalizar-me que isso era coisa de livros de histórias infantis, só! Desacreditei por completo, deixei de investir nesse campo da vida e apostei todas as minhas fichas noutros. Se o lado sentimental sofreu tal reviravolta, o resto da minha vida também sofreu e nesse momento, com 24 anos, sonhei que um dia ia trabalhar com pessoas, que as ajudaria a encontrarem-se, a serem melhores, a evoluírem.
Esse sonho tornou-se, então, um objetivo. E como qualquer objetivo por nós (e para nós) imposto tem de cada um o melhor que temos, há a união de todos os nossos esforços para chegarmos lá, ao nosso objetivo.
Dei cinco anos da minha vida (que não lamento, de todo!), para me especializar naquilo que queria, sonhava, fazer um dia, ajudar pessoas!
Tomei consciência do quanto é preciso ser altruísta numa profissão destas, da necessidade de ter capacidade de ouvir sem julgar, sem avaliar, sem apontar o dedo, tomei também consciência, que há uma certa nobreza nesta vontade de ajudar o outro, de estender a mão para o ajudar a caminhar e seguir ao lado dele, lembrando-o sempre que o caminho é ele que o faz e nós só lá estamos para o encaminhar (tipo um GPS que eles programam!).
Um dia esse sonho pareceu-me uma realidade, estava perante a possibilidade de realizar o meu sonho, a um passo de chegar lá, de ser tudo o que sonhei.
Mas...
Imaginei uma união (burrinha que eu sou) de profissionais que tudo faria por mais e melhor, sem medo de perder a corrida, de perder o lugar, sem medo da competitividade.
Enganei-me, redondamente...
Hoje vejo que tudo que sonhei ao longo da minha vida, não é mais que isso mesmo, um sonho! Um sonho que como qualquer sonho que temos durante o sono, termina ao acordar. O meu acordar foi duro, foi brusco, mas espero não voltar a deixar-me embalar assim num sonho. Espero manter os pés no chão, tentar ser aquilo que imaginei, um dia, mas na defensiva para com aqueles que possa eventualmente encontrar no meu percurso. Os sonhos, são tão e somente sonhos, e esses por vezes dão-nos alguns dissabores terríveis.



Sonhar é bom, mas o acordar pode ser muito doloroso...

"Um sonho sonhado sozinho, é um sonho. Um sonho sonhado junto, é uma realidade!"
 Raul Seixas

Sonhei sozinha