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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Eishhhhh já são 34!!!




Nos meus 33:
Ri com os amigos, a família e sozinha por vezes.
Chorei! Chorei de raiva, de desilusão, de tristeza e de alegria até. 
Viajei muito, saldo positivo na check list de sítios a visitar (a repetir nos 34, espero eu!)
Li pouco, gostava de ter lido mais confesso, preciso de renovar a minha "frota" de livros.
Zanguei-me comigo mesma várias vezes, com os meus, com a vida e com desconhecidos também, mas rapidamente fiz as pazes com todos, não há rancor algum.
Enchi o peito de ar, ganhei coragem e disse tudo o que me ia na alma, pela primeira vez. Sim foi a primeira vez que o fiz e foi bastante libertador, confesso. 
Fui à luta contra ventos e tempestades, sem baixar os braços e soube-me bem não desistir na primeira contrariedade, poder constatar que sou eu que comando o meu barco e ninguém me diz o contrário, não deixo.
Fiz novas amizades que se revelaram ótimas surpresas e outras ficaram para trás, mas aceito, aceito isso como o percurso normal da vida, faz parte.
Dei gargalhadas daquelas que nos fazem doer a barriga e o que eu gosto de gargalhar!
Desiludi-me com algumas pessoas que me mostraram que não eram aquilo que eu imaginei, provavelmente também alguém se desiludiu comigo não sei.
Dei abraços, daqueles que nos enchem a alma.
Vi a nossa selecção sagrar-se campeã europeia, que sensação! Foi brutal.
Gritei "Força Portugal" como se não houvesse amanhã e fiquei sem voz, mas #quesefoda
Aprendi da pior maneira possível que não devemos confiar em todos os que se cruzam no nosso caminho, alguém pode nos tirar o tapete sem razões aparentes e isso doí, como doí!
Enchi os meus de mimos e eles encheram-me a mim de mimos também, isso é simplesmente do melhor.
Não foi um ano fora do vulgar, mas posso afirmar que foi um ano espectacular e intenso no campo das vivências e emoções, o saldo é positivo, espero que os 34 sejam semelhantes aos 33, mas se poderem melhorar um bocadinho também não era nada mau. Agora é seguir em direção aos 35...


NOTA DE RODAPÉ: Isto deveria ter vindo para aqui há umas semanas, mas como não tenho ligado muito a este bichinho ficou pendente até hoje. A ordem cronológica dos factos é completamente aleatória.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Mas depois.... fico assim, sem pio!

Tenho a mania que sou dura! 
Mas é só mania que sou distante. Nada de demonstrar muito dos meus afetos e emoções,  não é fácil perturbarem a esse ponto! 
Sou ótima a manter esta capa dura. Estou sempre a brincar com tudo e todos rindo muito, por tudo e por nada (até de mim mesma), naquela de que não sou nada mole sou, até, uma porreira sempre na gargalhada sem demonstração de grande apego. 
Mas depois...
Depois, lá me deixo levar pela emoção e o coração fala sem deixar a cabeça pensar. 
E depois, ainda, respondem-me com a mesma emoção saída do coração e eu fico assim. Com um sorriso interior, que só eu o sei reconhecer, e os olhos com um brilho que não é nada mais que o disfarce de emoção que me atinge diretamente a alma e me enche, e muito, o coração e eu fico assim, sem pio... pois só o sei sentir!

Não é muito fácil, mas há quem me tire o pio com tão pouco!!
Porque afinal, só tenho mesmo a mania...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Em vésperas dos 31

Quase, quase a entrar na quarta década da minha existência, dou por mim a reflectir no que era, fui e no que sou hoje e noto sem dúvida uma grande evolução em mim, enquanto ser social. 
A primeira década (0 aos 10) é das que tenho menos memória, mas mesmo assim consigo ver-me lá longe na cadeira da escola primária a ouvir a professora a explicar a matéria e eu timidamente respondia, apenas, ao que me era perguntado directamente. Não era propriamente envergonhada,  mas deixava-me estar quietinha no meu cantinho sem dar muito nas vistas e sem ser muito notada pelos outros. 
A segunda década (10 aos 20), marca sem dúvida a vida de qualquer pessoa e comigo não seria diferente, durante este período de tempo lembro-me da minha vontade de ser completamente invisível na escola, da minha vontade que ninguém me visse, ninguém me perguntasse fosse o que fosse, aqui sim posso dizer que a vergonha e a timidez tomou conta de mim e dominavam-me o tempo todo, apenas me libertava um pouco entre amigos ou em casa com a família e mesmo assim de uma forma muito reservada, não sei se por ser adolescente, se por ser de facto uma das minhas características. 
Vinte anos depois de ter nascido entro na minha terceira década de vida, hoje ao olhar para traz e ver a minha própria vida como se de um livro se tratasse vejo que foi durante esta década (20 aos 30) que mudei, me transformei mulher, cresci e aprendi com os meus erros, hoje faria de tudo para não errar novamente, mas tenho consciência que foram esses erros que me "ensinaram" a ser quem sou hoje. E quem sou, hoje, afinal? Sou sem dúvida uma mulher mais madura, com os pés mais assentes na terra (embora ainda me permita sonhar um pouco e distanciar-me da realidade mesmo que por breves minutos),deixei para traz aquela criatura acanhada e envergonhada que tudo fazia para não ser notada, não que hoje faça o contrário, não! Continuo a primar pela descrição, mas hoje não tenho medo algum de que me vejam e que notem a minha presença, não sou de todo a menina que timidamente respondia apenas quando a pergunta era dirigida a si, hoje falo e exponho o meu ponto de vista mesmo que ao olhos dos outros pareça ridícula ou sem sentido, hoje não tenho qualquer receio de me afirmar e dizer o que penso é isto e como tal é isto que eu defendo. Sou mais confiante de mim mesma, acredito mais nas minhas próprias capacidades, sinto-me mais segura de mim e do que faço. Hoje sei quais as minhas verdadeiras capacidades e não tenho qualquer medo ou pudor em manifestar as minhas ideias, em por em prática os meus ideais. Hoje vejo que a mudança é possível, para isso basta força de vontade e não ter medo de o fazer, hoje vejo que ter mudado, ter me tornado mais senhora de mim foi sem dúvida o melhor progresso que fiz ao longo da vida. Se fez de mim melhor pessoa? Não sei! Mas fez de mim uma pessoa mais consciente de si mesma, mais confiante em si própria e mais certa de que é capaz e que nada nem ninguém tem a capacidade de dizer que não faço ou não chego a meta a que me propus, hoje sei que se eu quiser e estiver determinada consigo alcançar os meus objetivos e lutar com todas as forças pelos meus sonhos. 
Se à  dez/vinte anos o meu lema era, não me vejam que eu também não os quero ver, hoje o meu lema transformou-se passou a ser: Olhem para mim, eu estou cá e sou capaz de ir mais longe, sei-o e ponho-o em prática constantemente. 
Se a vida fosse uma montanha russa, diria que iniciei a vida na zona em que andamos baixinhos perto do chão, sem arriscar um milímetro que fosse com medo da possível queda, hoje estou sem dúvida na zona mais alta da montanha com vontade de me atirar de cabeça e arriscar todas as fichas que tenho, se posso perder tudo? Posso, mas se não arriscar também nunca vou saber se consigo ganhar. Se ainda tenho alguns receios, sim tenho, mas sinto-me mais capaz de arriscar e correr riscos.





Hoje, ao abrir o livro destas três décadas, vejo de que forma me transformei e sinto-me muito orgulhosa de o ter feito!! 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eu...






Não sou de ter um grupo de muitos amigos, são poucos sim eu sei. Mas só porque são especiais, porque gosto muito deles e porque sei que eles também gostam de mim.
Não tenho um feitio fácil, sim eu sei. Sou impaciente e passo-me com coisas miudinhas e sem sentido.
Não tenho paciência para “merdices”. Não sou capaz mesmo!
Não sou pessoa de fazer fretes a ninguém. Quem gosta, gosta, quem não gosta que siga em frente, os meus ficam cá e chegam-me!
Não sou de aturar chiliques só porque sim. Ninguém tem que aturar os meus e por isso, não me vejo na obrigação de fazê-lo.
Não! Digo muitas vezes que não, quando não gosto, não quero e não aceito. Mas também sei ouvir um não e percebe-lo.
Não sou a melhor pessoa do mundo. Mas sou o melhor que sei dar de mim, sou o melhor que cada um cativa em mim.
Não levo a vida exageradamente a sério, nem me levo a sério a mim. Gosto de rir e gosto de me divertir, mas sei ser séria e responsável quando a situação o exige.
Sim, dou tudo pelos meus, viro leoa se for o caso. Sou eu mesma quando puxam pelo melhor que sei dar, e pelo pior também. Estou lá quando precisam, assim como os meus estão lá quando chamo por eles (mesmo que em silêncio, eles sabem “ouvir” os meus olhos). Sim, não sou perfeita.
Mas sou Eu, apenas porque sou assim.