quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Gosto - Não gosto!

Gosto de gargalhadas soltas e sem sentido!
Gosto do cheiro da lavanda que fica na casa depois de a arrumar!
Gosto de pessoas simples e discretas, mas que chamem atenção!
Gosto de sentir o vento na cara, mesmo quando me empurra para trás!
Gosto de me manter original e fiel as minhas convicções, mesmo que sejam disparatadas aos olhos dos outros!
Gosto do cheiro de lençóis lavados para dormir!
Gosto de ouvir fado, é nosso, é português!
Gosto de ler um livro e imaginar personagens e cenários!
Gosto de séries criminais, sobretudo as que estudam a mente dos assassinos! Psicologias...
Gosto de uma boa conversa, onde possa usar todo o meu poder de argumentação!
Gosto de pessoas que me dão luta e me espicaçam constantemente!
Gosto de estar com os/as amigos/as e de me rir até me doer a barriga!
Gosto de jogar monopólio, mesmo que perca sempre!
Gosto de dormir com as afilhadas e sentir o cheiro delas ao acordar!
Gosto de praticar desporto, mesmo que a preguiça me vença muitas vezes!
Gosto das gargalhadas barulhentas dos miúdos quando estão cá em casa!
Gosto do verão, mas também gosto do inverno!
Gosto de fazer tudo de seguida, para depois ficar a vegetar no sofá!
Gosto de amizades que crescem naturalmente!
Gosto de sentir que sou útil à sociedade!
Gosto de ver comédias! Românticas, principalmente!
Gosto de passar a roupa a ferro, ninguém gosta por norma, mas eu gosto!
Gosto do cheiro do meu cabelo quando acabo de o lavar!
Gosto do meu sorriso!
Gosto de ficar na ronha, na cama, de manhã!
Gosto de calçado raso, mas também gosto de usar tacões em situações mais formais!
Gosto de descalçar os sapatos quando chego a casa!
Gosto de praia, mas também gosto do campo!
Gosto do natal!
Gosto de decorar a casa com enfeites de natal!
Gosto da minha cidade e da minha aldeia!
Gosto de ser quem sou!




Não gosto, de pessoas fúteis e ocas por dentro!
Não gosto da falta de originalidade de algumas pessoas, que fazem plágio das ideias dos outros!
Não gosto de me sentir imitada, nada tem a ver com vestimenta (por exemplo), mas sim da maneira de ser, pensar, agir ou falar!
Não gosto de casas que cheiram a pó!
Não gosto de filmes grandes sucesso de cinema, desiludo-me quase sempre!
Não gosto de acordar com luz nem com muito barulho, fico mais rabugenta do que aquilo que já sou ao acordar!
Não gosto de falar de manhã, tenho que abanar as ideias e mexer os piolhos antes de entrar em diálogo!
Não gosto de esperar em salões de cabeleireiro!
Não gosto de pessoas que não sabem quando se devem calar!
Não gosto de pessoas que se fazem valer dos conhecimentos para se armarem em gente da alta!
Não gosto de títulos de graus académicos, só e apenas os aceito em local de trabalho (contrariada)!
Não gosto que me imponham pessoas, por norma não lhes dou muita hipótese de "se mostrarem"!
Não gosto de pessoas que se levam muito a sério!
Não gosto de arrumar as decorações de natal, ficam sempre na sala até ganhar raízes!
Não gosto de telemóveis, nem de pessoas que andam com eles atrelados como se fossem uma bomba de oxigénio!
Não gosto de confusões, sobretudo quando são desnecessárias!
Não gosto que mexam nas minhas coisas sem pedir autorização!
Não gosto que me obriguem a estar calada!




(Em construção, alterações a qualquer momento...)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Eu sei que é feio dizer isto, mas...

Sinto-me vingada interiormente.





Bem feita, bem feita. Toma, toma! Embrulha e mete ao bolso.


Às vezes faz bem à alma.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Em vésperas dos 31

Quase, quase a entrar na quarta década da minha existência, dou por mim a reflectir no que era, fui e no que sou hoje e noto sem dúvida uma grande evolução em mim, enquanto ser social. 
A primeira década (0 aos 10) é das que tenho menos memória, mas mesmo assim consigo ver-me lá longe na cadeira da escola primária a ouvir a professora a explicar a matéria e eu timidamente respondia, apenas, ao que me era perguntado directamente. Não era propriamente envergonhada,  mas deixava-me estar quietinha no meu cantinho sem dar muito nas vistas e sem ser muito notada pelos outros. 
A segunda década (10 aos 20), marca sem dúvida a vida de qualquer pessoa e comigo não seria diferente, durante este período de tempo lembro-me da minha vontade de ser completamente invisível na escola, da minha vontade que ninguém me visse, ninguém me perguntasse fosse o que fosse, aqui sim posso dizer que a vergonha e a timidez tomou conta de mim e dominavam-me o tempo todo, apenas me libertava um pouco entre amigos ou em casa com a família e mesmo assim de uma forma muito reservada, não sei se por ser adolescente, se por ser de facto uma das minhas características. 
Vinte anos depois de ter nascido entro na minha terceira década de vida, hoje ao olhar para traz e ver a minha própria vida como se de um livro se tratasse vejo que foi durante esta década (20 aos 30) que mudei, me transformei mulher, cresci e aprendi com os meus erros, hoje faria de tudo para não errar novamente, mas tenho consciência que foram esses erros que me "ensinaram" a ser quem sou hoje. E quem sou, hoje, afinal? Sou sem dúvida uma mulher mais madura, com os pés mais assentes na terra (embora ainda me permita sonhar um pouco e distanciar-me da realidade mesmo que por breves minutos),deixei para traz aquela criatura acanhada e envergonhada que tudo fazia para não ser notada, não que hoje faça o contrário, não! Continuo a primar pela descrição, mas hoje não tenho medo algum de que me vejam e que notem a minha presença, não sou de todo a menina que timidamente respondia apenas quando a pergunta era dirigida a si, hoje falo e exponho o meu ponto de vista mesmo que ao olhos dos outros pareça ridícula ou sem sentido, hoje não tenho qualquer receio de me afirmar e dizer o que penso é isto e como tal é isto que eu defendo. Sou mais confiante de mim mesma, acredito mais nas minhas próprias capacidades, sinto-me mais segura de mim e do que faço. Hoje sei quais as minhas verdadeiras capacidades e não tenho qualquer medo ou pudor em manifestar as minhas ideias, em por em prática os meus ideais. Hoje vejo que a mudança é possível, para isso basta força de vontade e não ter medo de o fazer, hoje vejo que ter mudado, ter me tornado mais senhora de mim foi sem dúvida o melhor progresso que fiz ao longo da vida. Se fez de mim melhor pessoa? Não sei! Mas fez de mim uma pessoa mais consciente de si mesma, mais confiante em si própria e mais certa de que é capaz e que nada nem ninguém tem a capacidade de dizer que não faço ou não chego a meta a que me propus, hoje sei que se eu quiser e estiver determinada consigo alcançar os meus objetivos e lutar com todas as forças pelos meus sonhos. 
Se à  dez/vinte anos o meu lema era, não me vejam que eu também não os quero ver, hoje o meu lema transformou-se passou a ser: Olhem para mim, eu estou cá e sou capaz de ir mais longe, sei-o e ponho-o em prática constantemente. 
Se a vida fosse uma montanha russa, diria que iniciei a vida na zona em que andamos baixinhos perto do chão, sem arriscar um milímetro que fosse com medo da possível queda, hoje estou sem dúvida na zona mais alta da montanha com vontade de me atirar de cabeça e arriscar todas as fichas que tenho, se posso perder tudo? Posso, mas se não arriscar também nunca vou saber se consigo ganhar. Se ainda tenho alguns receios, sim tenho, mas sinto-me mais capaz de arriscar e correr riscos.





Hoje, ao abrir o livro destas três décadas, vejo de que forma me transformei e sinto-me muito orgulhosa de o ter feito!! 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Farta disto!!!

Estou cansada,
Cansada do julgamento alheio.
Cansada daqueles que apontam o dedo sem sequer tentarem colocar-se no lugar do outro.
Farta de uma sociedade, tão puta, que julga os outros sem perceber as suas razões, os seu motivos.
Farta de pessoas que magoam os outros, só porque sim, como se lhes desse um prazer extra ver que estão a magoar alguém com os seus julgamentos.
Até quando será assim?
Até quando vou conseguir ser forte e não me deixar cair?
Sinto-me cansada!!!


E se fossem todos para o raio que os parta e a dita cuja que vos pariu??? Vão se foder, sim? Agradecida!

sábado, 21 de setembro de 2013

Um dia sonhei

Lembro-me de ter uns 10 anos (+/-) e, como muitas raparigas da minha idade, sonhava que um dia me casaria, teria filhos e um emprego, sonhava ser professora (naquela época valia a pena sonhar com esta profissão), os anos foram avançando e os sonhos forem sendo reinventados, ser professora deixou de fazer parte dos meus sonhos, perdi-me sem saber ao certo o que queria fazer da vida, acho que passei pela fazer de pensar que qualquer coisa era bem vinda, desde que dela retirasse o meu sustento, no entanto o sonho de princesa encantada com o seu príncipe continuava vivo e a pairar na minha mente, até ao dia que alguém conseguiu "roubar-me" esse pequeno sonho, deixei de acreditar que os príncipes existiam, e passei a mentalizar-me que isso era coisa de livros de histórias infantis, só! Desacreditei por completo, deixei de investir nesse campo da vida e apostei todas as minhas fichas noutros. Se o lado sentimental sofreu tal reviravolta, o resto da minha vida também sofreu e nesse momento, com 24 anos, sonhei que um dia ia trabalhar com pessoas, que as ajudaria a encontrarem-se, a serem melhores, a evoluírem.
Esse sonho tornou-se, então, um objetivo. E como qualquer objetivo por nós (e para nós) imposto tem de cada um o melhor que temos, há a união de todos os nossos esforços para chegarmos lá, ao nosso objetivo.
Dei cinco anos da minha vida (que não lamento, de todo!), para me especializar naquilo que queria, sonhava, fazer um dia, ajudar pessoas!
Tomei consciência do quanto é preciso ser altruísta numa profissão destas, da necessidade de ter capacidade de ouvir sem julgar, sem avaliar, sem apontar o dedo, tomei também consciência, que há uma certa nobreza nesta vontade de ajudar o outro, de estender a mão para o ajudar a caminhar e seguir ao lado dele, lembrando-o sempre que o caminho é ele que o faz e nós só lá estamos para o encaminhar (tipo um GPS que eles programam!).
Um dia esse sonho pareceu-me uma realidade, estava perante a possibilidade de realizar o meu sonho, a um passo de chegar lá, de ser tudo o que sonhei.
Mas...
Imaginei uma união (burrinha que eu sou) de profissionais que tudo faria por mais e melhor, sem medo de perder a corrida, de perder o lugar, sem medo da competitividade.
Enganei-me, redondamente...
Hoje vejo que tudo que sonhei ao longo da minha vida, não é mais que isso mesmo, um sonho! Um sonho que como qualquer sonho que temos durante o sono, termina ao acordar. O meu acordar foi duro, foi brusco, mas espero não voltar a deixar-me embalar assim num sonho. Espero manter os pés no chão, tentar ser aquilo que imaginei, um dia, mas na defensiva para com aqueles que possa eventualmente encontrar no meu percurso. Os sonhos, são tão e somente sonhos, e esses por vezes dão-nos alguns dissabores terríveis.



Sonhar é bom, mas o acordar pode ser muito doloroso...

"Um sonho sonhado sozinho, é um sonho. Um sonho sonhado junto, é uma realidade!"
 Raul Seixas

Sonhei sozinha

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Das minhas revoltas #1

Não se brinca assim com as pessoas.
Não se pode manter a esperança de alguém e de repente corta-se o mal pela raiz como quem tira o rebuçado da boca de uma criança.
Não se pode perder a dignidade humana no trato com as pessoas.
Ninguém é obrigado a dizer sim, mas também não se pode dar um não, depois de dar a ideia que o sim era certo.
Onde andam os valores humanos?