sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O princípio de um fim

A vida é carregada de inícios, é um facto! O início do dia, da hora, de uma vida, de uma amizade, de um amor, o início de todas as coisas. E em todos os inícios há um medo/receio do desconhecido, do que pode surgir dali e avança-se para o desconhecido na incerteza do seu desenrolar. Mas, quando é um bom início vale o risco de seguir em frente!
Depois... depois, vem o meio das coisas onde tudo é bom mesmo as pequenas chatices, são aquelas que nos fazem rir anos mais tarde, como é bom rir! Nesse meio, dá-se a verdadeira descoberta das coisas, das pessoas. É quando se conhece verdadeiramente o outro e se gosta do que se conhece. É o período da "virtude".
Por fim, surge o fim das coisas, da vida, dos amores, das amizades, do dia...
Mesmo que todos eles pareçam inabaláveis! Se por um lado alguns fins chegam e parece que nem os sentimos, são simplesmente o resultado do avançar do tempo e difundem-se juntamente com ele. Por outro, lado, outros fins deixam-nos mais sensíveis, mais atentos e vemos  mesmo a chegar, sentimos. Os sinais são mais que evidentes, o desinteresse pelas coisas é claro, é um fim transparente mas que não doí menos por isso, pelo contrario, a clareza de ser inevitável torna-o ainda mais doloroso, mais consciente. O facto de saber que nada se pode fazer para contrariar esse fim, em nada ajuda a amenizar essa ferida sem mácula. É, como dizia o poeta, uma ferida que doí e que não se sente mas que deixa cicatrizes invisíveis.
Há fins inevitáveis, mas que eram de todo dispensáveis.
Ainda que ao longe, consigo daqui ver mais um fim...


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Querido Pai Natal...



Querido Pai Natal,

Sei que já sou crescidinha para acreditar na tua existência sei, também, que isto de escrever cartas ao Pai Natal é coisa de crianças, que inocentemente acreditam na tua existência e acham que és tu quem lhes deixa as prendinhas debaixo da árvore de Natal, sim eu sei isso tudo! Não preciso de um raspanete nem de um puxão de orelhas.
Mas, mesmo sabendo de toda a ficção à tua volta resolvi, este ano, escrever uma cartinha ao querido senhor das barbas brancas, se calhar numa tentativa de me agarrar a uma ilusão, não sei.
Como qualquer carta a ti dirigida, esta também segue com os meus pedidos para este Natal e não, não vou pelo cliché de pedir a paz no mundo, que a fome acabe, que haja saúde para dar e vender, nada disso. Apesar de ser também um dos meus desejos, mas que infelizmente não é assim tão fácil de realizar!
Então o que é, concretamente, o meu pedido para este Natal!
O meu pedido de Natal é, somente, que a minha vida vire assim de pernas para o ar, do estilo daquela música "apenas tenho que virar, a minha vida de pernas p'ró ar", sabes qual é? (segue lá o link e vês que música é!). É mesmo disso que preciso, URGENTEMENTE! Qualquer um/a, no meu lugar, apenas te pedia que lhes mantivesses a vidinha que tem sem grande alterações que até não é das piores (tendo em conta a atualidade), confesso! Mas eu quero mesmo uma mudança radical, uma volta de 180º que me desse um abanão à maneira, daqueles que demoramos a cair na realidade à nossa volta. Pode parecer um bocadinho loucura ou um desafio ao destino, mas apetece-me mesmo, mesmo, com todas as minhas forças. Apesar de reconhecer, que até tenho uma vida mais o menos confortável mas que não é, de todo, aquilo que me deixa minimamente realizada pois ter instabilidade ao nível de emprego, viver em casas dos pais e ver que sonhos que sonhei, um dia, estão a léguas de acontecer, chateia-me. Se tivesse 20 anos, até que me deixava estar quietinha no meu cantinho sem mexer um palhinha que fosse, é confortável, é o mínimo do desejável. Mas com 31 anos, o caso muda um bocadinho de figura e ter um emprego em part-time, com esta idade, viver em casa dos país, etc, etc, são daqueles "cenas" que dão a volta a mioleira de qualquer pessoa, até de alguém tão positivo como sou (para mim o copo está sempre meio cheio, mesmo que tenho um dedo de água, só. Nunca está vazio, nunca!), esta vida cansa-me, consome-me as forças, as energias.
Sinto uma falta, enorme, de ser livre, de voar, bater as asinhas e fazer o meu voo migratório, como as andorinhas o fazem no fim do verão. Preciso de bater com a cabeça, sem necessidade de outros a reconfortar-me, de saber que eu própria tenho algumas defesas para o fazer com o mínimo de segurança possível. Sair do ninho, sabendo que ele está lá para mim quando me apetecer repousar por um bocadinho.
Como eu costumo dizer sopa, pão e água nunca me faltam à mesa, é verdade! Mas neste momento tenho necessidade de comprar o meu pão e come-lo simples sem nada acompanhar, sem sopa nem água, seco, mas comprado por mim.
Báh, querido Pai Natal, ou Sr. das Barbas Brancas se ainda te sobrar um tempinho, na tua fábrica de brinquedos, e possas ler esta minha carta com atenção vê lá se me deixas procurar o pequeno T2 para eu morar (como diz o rapaz jeitoso da música que te falei.)

Com todo carinho,
desta que te escreve.
S.S.


domingo, 1 de dezembro de 2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Porque todos devíamos calçar os sapatos dos outros e caminhar como (e por onde) eles caminham...




Quando vocês calçarem os meus sapatos e tomarem real conhecimento de onde é que os calos me apertam mais, aí sim, ganham todo o direito de comentar o meu andar torto e desajeitado!!

sábado, 23 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A minha posta de pescada (atrasada)



Ainda que com um significativo atraso, cá vai:




Força Portugal



Já estamos no mundial


E eu que nem era propriamente fã deste menino, lá me vou rendendo às evidências. Estiveste bem, puto! (mas não te habitues muito aos meu elogios, ok?)

Siga para o mundial....

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Teoria Impressionadora (Que é como quem diz, o que faz uma impressora dar o berro)

O sindicato impressionador (sindicato das impressoras) reuniu com todas as impressoras chefe (as que mandam nas outras) decidiu que em país onde a troika mexe não se pode gastar dinheiro à toa, vai daí resolveram que o melhor a fazer neste momento é uma paralisação conjunta e como tal quem quer imprimir papéis, mesmo que sejam sentenças para a vida deve dirigir-se a um centro de cópias perto de si, que os senhores também precisam de ganhar uns trocos e os tinteiros estão pela hora da morte.
Ora, uma pessoa gasta umas croas numa impressora de topo (estou a exagerar, claro, mas que é das boas é, acho eu!), que assim do nada, e após o termino do período de garantia, achou por bem não funcionar mais. Primeiro recusou-se a fazer digitalizações, foi uma chatice já se sabe mas a coisa ainda se contornava bem, depois resolveu que era altura de fazer o mesmo com impressões de documentos, ora, concluo que neste momento tenho em casa uma boa fotocopiadora, por enquanto! Vou falar baixinho porque qualquer dia nem isso e passo, então, a ser detentora de uma belíssima peça de decoração.


P.S.1 Qualquer teoria que ateste o mau uso da impressora é desvalorizada, tendo em conta que isso não é argumento válido porque agora não me apetece!

P.S.2 Se virem uma impressora a voar pela janela, não liguem foi só passar o fim de semana fora e volta na segunda-feira.

 (O texto está uma merda, mas estou fula da vida por causa do raio da impressora e agora não vou estar a reler nem a corrigir, pronto já deitei p'ra fora)

E quando tu mais precisas ...

A impressora deixa-te ficar mal e manda-te à fava.

...

Era uma manganito para ti, impressora, era o que era!

(Raios! Detesto tecnologias...)

terça-feira, 12 de novembro de 2013